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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Maria Madalena: A Discípula do Amor Kénosis

Um artigo de Lucinete Santos em homenagem à Maria Madalena.

Miriam de Magdala, “A torre do rebanho”, Maria Madalena, ou simplesmente Madalena...

Por sua condição “Mulher”, carregastes ao longo da história os dilemas de uma ideologia dicotômica, patriarcal, machista, moralista, desumana e anticristã. Valores que se caracterizam pela vaidade humana. 

Não é à toa que os evangelhos a citam com frequência, num contexto onde ser mulher era ser discriminada. Lá estava você, Madalena! À caminho e em busca de sentido, almejando vida. Vida que sinaliza, ainda que na condição humana, o verdadeiro sentido de viver a vida. 

Encontrastes porque procurastes Madalena! Procurastes paz e encontrastes a paz inquieta! Paz que é sinônimo de gestação, de parto, de vida... Fostes ousada, Madalena! Diga-nos o que te moveu, fazendo-a seguir o Mestre na sua trajetória missionária e redentora. Vivias com tanta abnegação, coragem, esperança, fé. 

Soubestes vencer as barreiras do preconceito, do medo e da dor em busca do pleno amor. Amor que une e não separa.  Amor que ultrapassa a condição animal, sem, no entanto, negar a beleza de tal estágio. Ao se encontrar na condição humana, e só por tê-la vivido com intensidade, conseguistes transcender e vislumbrar o perfume da essência de Deus.

E Entre elas, as Mulheres da Caminhada, estava você Maria Madalena! Exemplo de discípula fiel, perseverante, humana... Com Maria – a Mulher do Sim e do Não. A Cristã por excelência. A Mãe da VIDA, e outras santas mulheres; seguistes a via cruzes. O que as sustentavam na caminhada diante do sofrimento do Amado?

Permanecestes perto da cruz. João, considerado “o discípulo amado” também estava lá. Tod@s em igual posição: de pé. Isso porque o amor ultrapassa a lógica humana, foge de fórmulas, exala como a mais pura essência e se deixa encontrar nos mínimos detalhes da vida. Nos confunde quando não conseguimos compreender, mas vem ao encontro de quem se deixa encontrar.   

Objetividade e subjetividade, lógica e intuição, racionalidade e sensibilidade... Ainda hoje, Madalena, observamos que o mundo continua sedento da graça da integração. Se “a criação geme em dores de parto” é por escassez do princípio da reconciliação entre o masculino e o feminino. Há excessos e falta equilíbrio.  

 Ficaram assentadas em frente ao sepulcro. O que a intuição feminina sinalizava em suas entranhas? Sim! Pois aos discípulos também foi revelado que o Mestre Ressuscitaria. E vocês estavam lá, vagando pelas proximidades do sepulcro, procurando brechas, espaços, oportunidades...

Madalena, provavelmente vocês foram tidas como loucas, histéricas, paranóicas... e isso era o mínimo em se tratando da categoria “mulher”. Entender o caminho “ilógico” que vocês trilharam só através dos olhos da fé.

Saíram cedo “quando ainda estava escuro”. Tempo físico e psicológico se entrecruzam. Viviam o luto em silêncio. O silêncio da contemplação. Dessa forma caminhavam rumo ao sepulcro, com passos largos, firmes e rápidos. Levavam perfumes para ungi o corpo do Mestre que descansava. 

O medo que paralisa não as impediu de continuar caminhando. Vocês conseguiram vislumbrar no raiar do dia a “pedra removida”.  Era o “primeiro dia da semana”, “depois do sábado”. O antigo cede espaço ao novo sem deixar de ser base e fundamento. Mas é no novo que revivemos e retomamos a caminhada.  

Maria Madalena, você viveu a experiência de enxergar o Senhor Ressuscitado. Foste enviada por Ele com a missão de proclamar a Boa Nova da Vida que vence a morte: “Estava escuro, mas amanheceu! O sol nasceu! “Eu vi o Senhor!””

Madalena, você sentiu, olhou e viu. Reviveu com a VIDA num espaço onde é comum encontrar morte. Por tão grande mérito, és Missionária Cristã da Vida. Não queimastes etapas. Ao viver o luto, soubestes enxergar a verdadeira luz.

Com o evangelista Marcos, Madalena, nos alegramos e ousamos dizer: “o absurdo da ressurreição” tem cara de mulher. Você nos fala de perseverança, protagonismo, autonomia, resiliência, liberdade, vida.

Ó Madalena! Por tanto amar soubestes seguir o Mestre antes: Amor Misericórdia; durante: Amor Redenção e depois: Amor Ressurreição. Conseguistes enxergar o Amor e consequentemente viver a plenitude integradora desse Amor.

Agora entendi o que te movia Miriam de Magdala – admirável “Torre do Rebanho”! Para olhar como olhastes, sentir como sentistes, seguir como seguistes, viver como vivestes, acreditar como acreditastes, fazer o que fizestes, esperar como esperastes, anunciar como anunciastes... Só com Amor, vivendo o Amor, por meio do Amor e se tornando Amor...


Por: Lucinete dos Santos

Educadora Social da Unidade Oblata de Belo Horizonte


 

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