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Situação Psico-Social da Prostituta

Através de umas considerações fundamentais prévias, que continuamente se encontram na base da comunicação, penetramos na situação psicossocial da mulher prostituída.

                                              Angela Corduente Jiménez OSR

                                               Pedagoga,Coordenadora do Centro Logo
                                               Las Palma de G.C.
 
                       
                                               I  - APRESENTAÇÃO
 
Através de umas considerações fundamentais prévias, que continuamente se encontram na base da comunicação, penetramos na situação psicossocial da mulher prostituída.
A mulher imersa no mundo da prostituição, participa das mesma condições históricas, culturais e econômicas que as outras mulheres.  A isto se agregam outros condicionantes  de marginalização-exclusão que submetem a mulher   numa realidade denigrante
Implica em alienação, a desigualdade na relação de sexos e o fato de se considerar a mulher como objeto,  permitem sua exploração sexual.  Necessário se aludir a ambigüidade própria de uma atividade que gera grandes ingressos econômicos para distintos setores da população, mas que despoja a mulher do seu bem mais precioso: Sua dignidade. 
A prostituição é um dos aspectos mais graves de discriminação sofrida pelas mulheres, “ a última e sistematizada dominação na maioria das sociedades”.
“Em 1985, as Nações Unidas resolveram conceituar  a prostituição como uma violação dos direitos humanos”. Quando falamos de direitos negados, nos referimos também do mais elementar: o direito da sobrevivência.
Devido à amplitude da situação psicossocial, necessário se torna uma delimitação, lendo-se em conta, dois aspectos:
-          Tipos de prostituição.
-          Ótica de leitura.
 
1 – Tipos de prostituição
 
Apesar de haver vários tipos de prostituição, nos referimos à prostituição clássica, ou seja a prostituição feminina.
É a mulher prostituta a que mais experiência nos transmitiu nos vários anos de trabalho em bairros marginalizados, denominados “bairros chineses”. São mulheres que levam vários anos nesta “vida”. Exercem essa atividade, sobretudo nas ruas, nos bares,  nos bordéis. Estamos diante de uma prostituição calejada.
Este grupo tem as seqüelas próprias da dignidade perdida que já aludimos anteriormente. Traduzindo, em uma deterioração,  estigma e empobrecimento pessoal-familiar, em uma exclusão resignada e na negação de seus direitos que produz o tecido social gerador da injustiça.  Vive em volta da violência e da violação de si mesma.
Sem dúvida, são mulheres que conservam a esperança da “reconstrução de si mesmas” do “reencontro com sua identidade” e acredito que apoiadas na solidariedade, podem ocupar seu espaço na sociedade.  
 
2 – Ótica de Leitura
 
A leitura e analise da situação referida no tipo de prostituição antes citado, está determinado por três fatores:
 
1 – Conhecimento pedagógico
 
Supõe forjar alternativas de promoção-formação para uma inserção sócio-laboral. E é aqui com esta tarefa educativa diária, que a mulher é percebida em seu modo de ser e fazer de forma distinta.
 
2 – Opção de viver no mesmo bairro.
 
Pode-se começar  estabelecendo autênticas relações de vizinhos  no cotidiano, e nas coisas mais importantes, assim como compartilhando vários dos recursos próprios da zona, no que enriquece  uma percepção diferente da mulher, da família e da sociedade.
 
3 – Base documental
 
Na reflexão e dados da realidade, estão contrastados, enriquecidos e ampliados com a documentação disponível atualmente.
Portanto, a comunicação desta manhã não pretende ser uma investigação exaustiva, nem um estudo definitivo. Mas sim, uma reflexão e análise elaborados por um grupo com experiência de vários anos de trabalho nas cidades de Barcelona, Palma de Mallorca, Madrid e Las Palmas, principalmente. Também contamos com dados de outros lugares onde a Instituição desenvolve seu trabalho.
Uma vez delimitado o tema, a comunicação sugere o debate atual que hoje tem a sociedade. Isto nos servirá para enumerarmos e introduzirmos a parte nuclear da situação psico-social, que são os fatores socais presentes no fenômeno da prostituição e os fatores individuais da mulher prostituída que não admite discussão ou réplica sobre  a perspectiva do futuro.
 
II DEBATE ATUAL SOBRE O TEMA DA PROSTITUIÇÃO
 
O tema é amplo, completo, contraditório e difícil de abordar – daria lugar a uma conferencia, porém não é o caso - . Por isto, creio conveniente começar com uma série de apreciações e interpelações  que refletem as diferentes posturas. Implicam distintas atitudes e compreenções quando nos aproximamos do tema.
Assim é que as concepções sobre  o tema da prostituição que adotamos, condicionará o modelo de estratégias a seguir:
 
1 -  É decisivo o papel da sociedade na transmissão de um sistema capitalista, patriarcal, que forma e gera bolsas de pobreza, de marginalização-exclusão, entre elas a prostituição.
 
§          A prostituição, perguntamos, é uma questão individual, pessoal ou é um problema social e estrutural?
 
2 – O sistema sócio-econômico atual que coleta  determinadas relações Norte-Sul e uma distribuição de riquezas desigual...
 
§          Tem alguma relação com outras formas de prostituição atual, entre elas a de imigrantes?
3         - Nos recorda a transação comercial, que supõe a prostituição, uma intervenção   entre a mulher e o cliente, e  onde a demanda está condicionada à oferta, se estabelecendo  uma desigualdade , quem manda é o cliente... etc.
 
§          Pode-se   seguir falando-se na aproximação do terceiro milênio do fenômeno da prostituição, sendo a prostituta  o objeto sobre quem recai a culpa, condena os distintos apelativos de desrespeito de todos conhecidos: “mulher de vida fácil, “puta”, “viciosa”, ou “urna da esquina” - como intitula um artigo do diário A Província de Las Palmas em 23 de maio deste ano, antes da eleições.
           4-  As Nações Unidades em 1985, e mais tarde a UNESCO, em 1986, reconhecem a prostituição como violação dos direitos humanos.
 
§          Desde já podemos ver a prostituição como um “mal menor”, que é inevitável? Que concepção da vida, da sexualidade, da personalidade, da sociedade sujeita-se à afirmação “é inevitável”?
 
           5-  Sempre escutamos “estão porque querem”, “é um trabalho como outro qualquer”, “cada uma é dona de seu corpo”...
 
§          Ante isto perguntamos: a prostituição é um trabalho ou uma construção cultural das funções sexuais em termos de dominação e subordinação, como assinala Nadine Plateau.
Se é um trabalho, a incluiríamos na lista de ofícios, profissões, que ensinamos  aos                       alunos/as, filhos/as, quando escolhem a correspondente orientação escolar-profissional?
 
           6 – Num mundo onde as mulheres são tratadas principalmente como meios e não como fins, como objetos e não como sujeitos, o relativo “silêncio masculino” sobre a violação pode indicar já uma direção. Segundo Zilda Fernandes Ribeiro.
 
§            que relação têm entre si a prostituição, violência sexual, pornografia... etc.? São por acaso diferentes escalões de uma mesma cadeia?
 
7- Neste debate não podemos esquecer que uma das chagas que hoje padece a sociedade é a AIDS, e sabemos que há práticas e grupos de risco que nos obriga a ter mais preocupações.
 
§          Porém, não nos levará esta mesma preocupação a uma manobra que converte as prostitutas em “bodes expiatórios” de sua propagação?
 
            8 – É necessário  estabelecer uma diferença entre o exercício da prostituição de uma mulher deteriorada, sem meios econômicos e possivelmente com filhos, e uma moça com um nível cultural superior, que deseja melhorar seu status  e exerce anonimamente o exercício da prostituição.
 
§          Porém, apesar desta distinção, podemos estabelecer alguns aspectos coincidentes nos variados tipos de prostituição?
 
             9 - Outro aspecto a considerar é a legislação vigente em matéria de prostituição, que  conduz na prática, uma ambigüidade e uma postura social de hipocrisia.
 
§          Neste sentido, se questiona: legalizar ou abolir a prostituição? Este questionamento é motivado pela respeito aos direitos da pessoa, ou pela excessiva preocupação da sociedade, que reclama proteção ante o risco da saúde, a insegurança urbana e outros inconvenientes citados
 
Terminamos esta série de apreciações com uma afirmação de Carla Corso, mulher italiana que pertence ao mundo da prostituição que disse assim: “Consideramos um dever pedir a todos e em particular às mulheres, que lutem a nosso lado para ajudar-nos a sair do gueto em que, o prejuízo “atávico” e a moral católica nos querem confinar.
           Tudo isso nos leva à diferenciação necessária entre a institucionalização da prostituição e a mulher prostituída.
 
III - FATORES SOCIAIS PRESENTES NO FENÔMENO DA             PROSTITUIÇÃO
 
1 - Introdução           
 
            A distinção entre fatores sociais e individuais é uma questão metodológica, pois na realidade o componente psico-social da mulher não se pode separar. Há uma comunicação entre uns fatores e outros com uma retroalimentação contínua.      
            Feita esta exceção , e sabendo que a prostituição não é uma questão individual mas um problema social, observamos que muitos dos fatores que influem no fenômeno da prostituição coincidem com os que normalmente afetam outros grupos de pobreza e marginalização.
            Depois, sabemos que si a um grupo de pessoas faltam, o trabalho, a habitação, a educação e as relações sociais para viver, ele estará condenado a um situação de pobreza e de marginalidade.
            E este é o sistema que hoje temos; sistema capitalista patriarca gerador de pobreza-marginalidade. Que também condiciona a situação da mulher à discriminação da qual é objeto, chegando inclusive a uma feminização da pobreza.  Isto se faz mais visível e intolerável na mulher prostituída.
            Algumas vezes, nos perguntamos: por que uma mulher se inicia na prostituição? As causa são múltiplas, diversas e complexas. Com uma casualidade sempre compartida e interrelacionada.
            Porém não vou me referir às causas principalmente senão como indicava no início, de maneira breve, vamos conhecer alguns fatores  - os mais significativos – presentes na sociedade e com uma influência decisiva sobre a prostituição. Recorro à análise de Garcia Rosa, que define a marginalização como o resultado de um tripla ruptura: econômica, social e vital.
 
2 – Dimensão econômica
 
            Este é o fator mais conhecido e mais comum nos diversos grupos de pobreza. O “caráter estrutural de um processo que exclui uma parte da população das oportunidades econômicas e sociais”, com assinala o Libro Verde sobre a Política Social Européia (pag. 24), nos coloca em um sistema que gera pobreza a grande grupos à custa de proporcionar bem estar social a outros.
            Quando uma organização social está construída sobre o abismo da desigualdade, onde o caráter estrutural da exclusão é decisivo, implica na expropriação e exclusão das pessoas.
            Esta exclusão das oportunidades econômico-socais é vivida pelo grupo de mulheres prostituídas com maior intensidade: Propagam-se  ingressos econômicos e a mulher cai marginalizada, e padece as conseqüências do discurso social atual, que insiste em convencer-nos que cada qual “está onde merece” , portanto “a mulher de vida fácil, está assim, porque quer”. Isto é inadmissível, pois somos conscientes de que cada um é livre de eleger o lugar da exclusão ou do bem estar, senão que é produto do tecido social.
            Apesar da dimensão econômica aludir a múltiplos fatores, cabe assinalar, dado a importância que tem na atualidade, e sua relação com a prostituição, o desemprego, e o  subemprego que afeta a população mais desprotegida , sobretudo a mulher. Assim, desde alguns anos, é fácil encontrar a mulher “empregada doméstica”, que vai às compras e se prostitui algumas horas para conseguir o dinheiro que posteriormente converte na alimentação. Isto pode-se apreciar nos mercados próximos às zonas de prostituição.
 
3 – O cliente
 
Um fator social. Hoje não se pode conceber o fenômeno da prostituição sem incluir como elemento fundamental e integrante desta atividade marginal, o cliente. O cliente é a pessoa que demanda e acessa o “serviço sexual”. É claro que quem paga, manda nas relações de caráter desigual e assimétrico  de domínio.
            Conhecemos muito pouco sobre o cliente. Esta realidade, revela o grau de marginalização que recai na mulher, ao considerá-la responsável e deixar o cliente ficar no anonimato com um “certo direito de consentir a prostituição”. Retrocede à concepção que temos da sexualidade no homem, constatado em tópicos como estes: “O homem tem uma necessidade a satisfazer”; “com a mulher prostituída pode realizar o que não faz com sua mulher”... Como pode-se observar, a postura é mais tolerante com o cliente e mais discriminatória com a mulher.
            Não obstante, quero assinalar como fundamental, uma apreciação que Urbez contempla em sua estudo: “as raízes psico-sociais que induzem uma mulher a prostituir-se geralmente tem que ver com as razões pelas quais o homem, o cliente, busca uma relação sexual remunerada”.
            O pouco que expressam os estudos indicam que o cliente sofre uma série de conflitos psico afetivos. Tem uma necessidade encoberta que em princípio parecer ser de índole sexual, porém no fundo é falta de afeto. Experimenta uma solidão que deseja combater. Isto nos levar a questionarmos como vive e integra sua sexualidade o cliente e se pode construir e favorecer o crescimento pessoal uma relação sexual, que só se estabelece isoladamente sem chegar a uma integração mútua. São questões pendentes. Denotam a transmissão de “domínio” que sempre o homem tem exercido sobre a mulher. Sua necessidade não satisfeita, trata de satisfazê-la com outra pessoa “a que considera objeto”. Nos recorda o sistema patriarcal.
            Além disso os citados condicionamentos psico afetivos também traz outros condicionantes ambientais de caráter cultural, como são a indução, compreensão da sexualidade, educação sexual diferente – educação sexista - ... Diante disto nos surge a pergunta: que educação transmite o cliente a seus filhos e filhas? e, como pode educar se tem esta concepção da mulher? Novamente aparece a educação sexual dominante do varão... A isto se acrescenta a Moral diferente para o homem e a mulher. Os poderes públicos na prática contemplam uma atuação distinta para o homem e para a mulher, etc.
            Depois destas breves pinceladas, podemos dizer que o cliente leva em si, conflitos, situações que necessita resolver, porém não através do domínio, a exploração e utilização.
            Por último, assinalar, que somos conscientes de que os homens sabem pouco dos problemas internos do mundo da prostituição, porem também sabemos que para superar a discriminação da mulher com esta problemática, devemos  unir esforços, homens e mulheres.
 
4– Gênero: tomada de consciência generalizada
 
            Dentro dos fatores sociais que afetam ao fenômeno da prostituição é prioritário fazer referência ao gênero. Atualmente há uma tomada de consciência social generalizada neste ângulo.
            “Debaixo do gênero se agrupam os aspectos psicológicos, sociais e culturais da feminilidade/masculinidade, reservando-se sexo para os componentes biológicos, anatômicos, e para designar o intercâmbio sexual em si mesmo.”
            A mulher prostituída, como já foi assinalado, participa das mesmas condições históricas que o resto das mulheres, e neste momento atual, não podemos continuar reduzindo a compreensão da mulher prostituída somente a partir da questão sexual. Colette Guillaumin, nos disse que as mulheres em sua maioria, têm sido apropriados pelos homens e rebaixadas à categoria de objeto sexual. A mulher reduzida à  sexualidade, e uma sexualidade controlada. A apropriação de forma coletiva se dá na prostituição. Demonstra-o o apelativo “mulher pública”.
            Portanto na concepção da mulher e da mulher prostituída, é importante introduzir a construção do feminino e o enfoque abordado para o gênero. É necessário prosseguir a reflexão sobre a interação que se dá entre sexo-gênero.
            Através da história, a mulher tem sido vista como sexo inferior. Desigualdade e discriminação proveniente do sexo,  concernente à mulher como pessoa. Si a mulher é inferior, será natural seu lugar secundário e de subordinação que  mantêm-se expressado nos diversos âmbitos: legal, social, econômico, político, eclesiástico... No âmbito da Moral, se reconhece a igualdade, porém na prática  é mantida uma clara inferioridade da mulher e uma maior tolerância com o homem daí o termo “dupla moral!. Isto é mais visível no que toca à prostituição.
            Na transmissão desta ideologia tem um papel fundamental os meios de comunicação e a publicidade, onde a mulher a minuto, é utilizada como objeto de atração-sedução “caindo assim a sexualidade a serviço do consumismo e da indústria”.
            As mensagens emitidas, fazem referência à subordinação da mulher, à transmissão de valores, compreensão da vida, da mulher, forma de viver a sexualidade... Estas mensagens assumidas e interiorizadas, condicionam nossa percepção da mulher, e especialmente da mulher prostituída.
É certo que os discursos atuais sobre a sexualidade variam e evoluem. Como exemplos temos a diversidade de programas televisivos: “Falemos de sexo”, “Esta noite sexo”; A campanha de alguns anos sobre o preservativo “ Colocá-lo, colocá-lo”... São discursos que se denominam progressistas. Neles se abre uma possibilidade para as mulher de reconhecer o direito ao prazer feminino, parecem anti-repressivos,  desculpabilizadores, legitimadores de papeis mais ativos nas mulheres e mais tolerantes que os de épocas anteriores. Porém, esta aparente liberação não leva consigo a manipulação?...
            Transmitem uma visão unívoca da sexualidade, da forma de conceber o sexo... e isto afeta também ao grupo de mulheres prostituídas. Po exemplo: a participação de Mª  Angeles Artiles nestes programas televisivos corrobora a imagem de uma prostituto integrada que se adequa ao discurso social: “que bem vive”!... E sem dúvida é rechaçada por outros grupo de mulheres prostituídas que não compartilham a imagem que ela transmite.
            Dentro deste fator de gênero, é necessário assinalar o papel desempenhado pelo movimento feminista na “emancipação” da mulher. “é inegável que os últimos decênios têm sido anos de transformações significativas nas relações entre os gêneros e que estas vêm imprimindo importantes fissuras na desigualdade entre mulheres e homens”.
            Atualmente  cresce a consciência adquirida pelas próprias mulheres com a feflexão que desde distintos grupos vamos fazendo a respeito do feminismo. Temos como exemplos, a conferência de Pequim, encontros de organizações feministas e nível estatal – Madri 199s - ..., estas jornadas de estudo e outros foros onde as mulheres têm possibilidade de refletir e debater conjuntamente. Gostaria de por em relevo o seguinte aspecto: No avanço do Plano de Igualdade de Oportunidade para Mulher e na reflexão sobre o gênero que se vai fazendo, deve incluir-se a experiência de todos os grupos de mulheres – assim o contempla a Plataforma de Ação da Conferência de Pequim -, também os grupos marginais, para que o sistema de dominação-subordinação não continue tendo vigência entre nós.
 
5– Meio familiar
 
Nos referimos ao meio familiar de procedência da mulher prostituída, como situação que favorece e, em alguns casos, determina a chegada ao mundo da prostituição.
            Falamos de família de classe social baixa, inseridas em núcleos geográficas marginais, com escassos recursos econômicos, culturais e pessoais. Portanto, com um alto índice de desemprego. Em certas ocasiões, a sobrevivência destas famílias é possível graças às atividades criminosas, dependências mais ou menos permanente de instituições sociais e a trabalhos de  subeconomia
            Tudo isto coloca a menina, ou  jovem em situações limites que induzem a um aprendizado de comportamentos com certas anomalias, que marcam profundamente a infância e o crescimento de sua personalidade. Um problema apresentado é o de relações familiares conflitivas, que as fazem vítimas da superioridade do varão, manifestada na forma de sedução, agressão sexual, violência, etc. questão que  às vezes  provoca uma rebelião contra  seu comportamento feminino que as fazem sofrer. Buscam liberar-se rompendo o estereótipo tradicional de mulher. Chegam  assimilar condutas dominantes, não aceitas socialmente  naquele momento, ou também pode ocorrer que esta experiência leva a mulher a uma  maior submissão.
            Até aqui temos enumerado umas características comuns a distinto meios familiares. A isto se unem outras situações específicas:
§                     Existe um grupo de mulheres que, na década de 60, emigrou das zonas rurais pobres, ao meio urbano. São mulheres carente de uma profissão qualificada. Acrescente-se a isso, a falta de orientação ao chegar à cidade grande, e a preocupação por conseguir meios econômicos imediatos para sustentar a família. Tudo isto influi no progressivo caminho que chega a vincular a mulher com a prostituição.
§                     Outro grupo

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