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Sexo pago - Por toda parte

Ninguém sabe quantos são. Poucos sabem onde moram. Mas quase todos sabem como encontrá-los.

Garotas e garotos de programa deixam os guetos e podem ser encontrados em prédios residenciais da Asa Norte e Taguatinga, nas quadras comerciais do Plano Piloto, no Parque da Cidade, em bares, no Eixão e até nas estradas que levam às saídas Norte e Sul do DF

Renato Alves e Dante Accioly
Da equipe do Correio

Ninguém sabe quantos são. Poucos sabem onde moram. Mas quase todos sabem como encontrá-los. Michês, travestis e prostitutas já não trabalham em guetos no Distrito Federal. Foi-se o tempo em que o comércio do sexo na capital federal se restringia às boates do Conic, bordéis de Ceilândia ou quadras comerciais da Asa Norte.
  A prostituição chegou às quitinetes do Plano Piloto. Estima-se que 60% das meninas que vendem o corpo em Brasília trabalham nos pequenos apartamentos. ‘‘Elas saíram das ruas para as quitinetes porque é mais seguro e rende mais dinheiro. As garotas acertam os programas por telefone, a partir de anúncios publicados em jornais’’, explica o delegado Carlos Alberto de Oliveira. Ele coordenou por seis anos a Delegacia de Costumes e Diversões Públicas (DCDP), extinta em março do ano passado.
  Até o fim da DCDP, 60% dos casos de exploração da prostituição flagrados pela polícia ocorriam no interior das quitinetes. ‘‘Geralmente moram cinco meninas em cada apartamento. Elas muitas vezes são agenciadas por cafetinas, que recebem parte do faturamento das garotas’’, explica o delegado.
  Mesmo sem o agenciamento de cafetinas, a prostituição de rua em Brasília também mudou de cara. Michês, travestis e prostitutas — antes confinados a redutos como o Setor Comercial Sul (SCS) — agora trabalham às claras. À luz do dia.

No eixão

É o caso de Rosa, prostituta há cinco anos. Os programas que fazia no SCS — nas noites de segunda a sábado — já não eram suficientes para pagar o aluguel da casa em Sobradinho e a escola dos dois filhos pequenos. Há dois meses, ela decidiu trabalhar no Eixão — ao lado de outras poucas gatas pingadas. Trabalha todas as tardes, das 13h às 15h. Cabelos loiros e pele morena de jambo. Saia curta e pernas roliças à mostra. Rosa cobra R$ 30 pelo programa — R$ 10 a mais do que conseguia ganhar no concorrido SCS. ‘‘A gente vai onde o cliente está’’, argumenta.
A prostituição no Plano Piloto se espalha. Está no Parque da Cidade, em boates do velho Conic, no Setor Hoteleiro Sul, na plataforma superior da Rodoviária. Está também em casas noturnas da 202 Norte, na comercial da 315 Norte e em quitinetes das quadras 706, 715 e 716 Norte.
  A expansão dos pontos de prostituição no Distrito Federal é resultado de uma adaptação natural ao mercado. ‘‘Os profissionais do sexo vão se movendo para os locais onde são melhor remunerados, onde a presença de clientes é mais intensa’’, explica a pesquisadora Kátia Maria Guimarães de Andrade, do Núcleo de Estudos de Saúde Pública (Nesp) da Universidade de Brasília (UnB).
  A migração é um dos fatores que contribui para a manutenção da prostituição na capital federal. Levas de meninas de Goiânia e cidades do Entorno, Piauí, Maranhão e Bahia alimentam o comércio do sexo. ‘‘Nos últimos cinco anos, o número de garotas aumentou. Atribuo isso ao empobrecimento da população. As meninas chegam aqui e precisam trabalhar, mas não têm emprego’’, avalia Eliana Valéria dos Santos, coordenadora do Projeto de Intervenção Junto a Profissionais do Sexo do Grupo de Apoio e Prevenção à Aids (Gapa).
  Todos os trabalhadores do sexo entrevistados pelo Correio Braziliense na semana passada dizem não querer trocar Brasília por outra cidade — pelo menos do ponto de vista profissional. A maioria ganha entre R$ 1 mil e R$ 3 mil mensais. As garotas de luxo (universitárias e profissionais liberais, na maioria dos casos) ganham até R$ 1 mil em um programa. Elas têm clientela fiel e oferecem o serviço por meio de anúncios em jornais ou em boates do Plano Piloto.
  
FONTE DE RENDA
No Brasil, há cerca de 1,5 milhão de pessoas que vendem o corpo como fonte de renda. O número foi estimado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Humanas da Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec). Por enquanto, é o único estudo do gênero publicado
no país. O mercado brasileiro do sexo movimenta R$ 500 milhões a cada ano, segundo os pesquisadores.
  Mas o mercado da prostituição não proporciona independência financeira. Apenas 8% das meninas ganham mais de R$ 2,7 mil mensais. Boa parte delas (35%) recebe entre R$ 136 e R$ 680. Cerca de 12% ganham menos de R$ 136. Os pesquisadores da faculdade chegaram a esta conclusão depois de entrevistar 7 mil prostitutas em Belo Horizonte (MG).
  Além das ruas, boates, casas de massagem e prostíbulos, o comércio do sexo também movimenta a Internet. Cada vez mais, garotos e garotas oferecem o corpo por meio da rede mundial de computadores.
  Para se ter uma idéia do tamanho do negócio, dos dez sites mais visitados na web, nove são relacionados ao sexo. O Index (
www.indexxx.com.br), primeiro buscador brasileiro com conteúdo exclusivamente erótico, recebe em média 160 mil visitas por mês.

NÃO É CRIME

Brasil
O ato de vender o corpo não é crime. Segundo o Código Penal, crime é manter uma casa de prostituição ou se beneficiar com ela. Até 1951, a atividade era regulamentada e as prostitutas recebiam uma carteira da polícia.

Outros países
No Uruguai, a profissão é reconhecida desde 1995. As prostitutas têm direito a aposentadoria e são obrigadas a fazer exame médico sistemático. Nos EUA, a prostituição é proibida na maioria dos estados. A exceção é Nevada, onde fica Las Vegas.
 
Crianças exploradas
De fevereiro de 1997 a novembro de 2000, chegaram ao Ministério da Justiça 97 denúncias de exploração sexual contra crianças e adolescentes no Distrito Federal. A capital do país é a quinta unidade da federação em número de casos denunciados. Só perde para Rio de Janeiro (427), São Paulo (323), Ceará (122) e Bahia (121).
  As denúncias chegam através do telefone — gratuito — 0800 990500, que não pára de tocar no Rio de Janeiro, sede da Associação Brasileira de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia). Para o presidente da Abrapia, Lauro Monteiro Filho, o elevado número de denúncias em alguns lugares se explica pelo ‘‘nível de compromisso da sociedade’’. ‘‘Quanto mais informada e indignada com a exploração sexual, mais a comunidade denuncia’’, explica.
  Para investigar a prostituição infantil na capital federal, a Câmara Legislativa instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em 1995. Ficou comprovado que crianças e adolescentes se prostituíam na pista que liga o Núcleo Bandeirante ao Riacho Fundo (EPNB). Também foram registrados casos no Setor Comercial Sul e na 315 Norte.
  Ainda segundo dados da CPI, em chácaras e casas de massagem de cidades do Entorno, como Valparaíso e Santo Antônio do Descoberto, meninas virgens chegam a ser leiloadas. Em outro grupo, os adolescentes são atraídos para a exploração por meio de anúncios classificados e falsas agências de modelos. Mas os trabalhos da comissão não provocaram qualquer punição. Não houve sequer investigações policiais a partir das denúncias.
 
PROSTITUIÇÃO INFANTIL Onde denunciar: DPCA: 361-1049 S.O.S. CRIANÇA: 1407 Disque-Denúncia: 0800-990500 Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA): 447-5107

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