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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Prostituição e AIDS na mira das Oblatas em Angola

Ir. Carmen conta um pouco do dia-a-dia da ação oblata em favor da mulher angolana. Um país em reconstrução e com inúmeros problemas sociais.

Na Congregação, ela é representante da Superiora Geral em Angola e coordenadora da Comunidade de Huambo. Além de participar da Equipe coordenadora da Região Sul e da equipe de animação e governo para a mesma região. Maria Del Carmen Ortega Cristóbal é espanhola e trabalha na missão oblata em Angola (Continente Africano) é promotora vocacional e colabora com a Formação no Aspirantado. Entre suas atividades estão a atividade pastoral. Carmen dá aulas de Ética no Seminário Maior em Huambo, no Noviciado e Juniorato intercongregacional e participa na Comissão Arquidiocesana de HIV e no Centro do Estado “Elavoko” - que significa esperança - que é um centro de testagem voluntária e assessoria a HIV.
  
EPC: Qual sua opinião sobre a prostituição no mundo nos dias atuais:
 
Carmen - eu acho que é fenômeno social e por isso muito abrangente. Não podemos empobrecer a aproximação a esse fenômeno olhando somente do ponto de vista da mulher. Nesse sentido o nosso olhar se amplia como também nossa compreensão da realidade na medida em que abrimos o horizonte para a aproximação do mesmo. O que quero dizer é se ficarmos somente pensando se é trabalho ou não, ficaremos com olhares míopes. Temos que dialogar com o que acontece no mundo, com o que acontece ao redor do fenômeno da prostituição, quais são os agentes envolvidos, que tipo de políticas públicas estão sendo implementadas, qual é a posição da Igreja... quero dizer, temos que ampliar a visão porque trabalhamos com um fenômeno social
 
EPC: Fale sobre seu trabalho e como ele é desenvolvido.
 
Carmen - Neste momento que estou na Pastoral Vocacional e na Formação, mas acho interessante comentar o Programa de Atenção que a Congregação vive em Angola. Nós, desde que chegamos em 1995, procuramos o apoio das ONGs locais que já estavam desenvolvendo um trabalho de aproximação da realidade de prostituição, sobretudo no âmbito da prostituição infantil, as chamadas “quatorzinhas”.
 
A partir daí tivemos um primeiro projeto em parceria com o governo, com uma ONG local e com cooperação francesa, de atendimento, acolhida e atenção e promoção das meninas de rua. É o Projeto “Ilumba” (que quer dizer adolescentes jovens).
 
Mais tarde a partir de 2004 fizemos um esforço de unificação de critérios dos projetos que estávamos implementando na lógica da intervenção tanto em Luanda quanto em Lobito. Isso fez surgir o chamado “Programa de Compromisso Solidário com a Mulher afetada pela prostituição em Angola” (CSMAPA). Este programa se desenvolve através dos Projetos: Muari-Nda (faz referência à dignidade da mulher de Luanda e Okulitchita (que significa renascer) de Lobito.
 
Na lógica de intervenção, tudo começa no trabalho de rua onde as mulheres são contatadas e tomamos consciência de sua situação. Desde aí, algumas são encaminhadas para o Centro Dia onde se desenvolvem os projetos. Lá elas são inseridas, segundo a problemática pessoal, nos diferentes programas de ação (acolhida, atenção psicológica pessoal e grupal, alfabetização, formação profissional, programas de formação, espaço materno-infantil, cuidados com a saúde, encaminhamentos, apoio a moradias e micro-crédito como atividades geradoras de renda. O programa CSMAPA tem outro objetivo que é a sensibilização e mudança da percepção que a sociedade tem sobre o fenômeno da prostituição. Que é levado através de palestras, sensibilização nos lugares onde as mulheres vivem, nas universidades, nas paróquias e também através dos MCSs.
 
EPC : Qual a relação do trabalho com a missão inicial das Oblatas?
 
Carmen - desde a intuição primeira de Pe. Serra e sua sensibilização pelo  fogo que não se consumia na dor das mulheres até hoje somos herdeiras e responsáveis do zelo missionário por levar adiante tarefas que a cada dia mais dignifiquem a mulher e com ela criar modelos de sociedade que não sejam patriarcais, onde não seja visível a violência de gênero, onde se dê a relação igualitária entre mulher e homem. A prostituição em Angola é de sobrevivência na situação de miséria, é um modo de sobreviver. O perfil das mulheres que atendemos pode ser parecido com as mulheres da época de Pe. Serra (séc. 18 e 19), já que ambas atuam movidas pela carência absoluta de outros meios para sobreviver. Outra semelhança é que assim como os Fundadores não tinham suficientes recursos para atender a mulher, também em Angola, hoje, não existem recursos sociais orientados a esse coletivo. Somos as únicas que trabalhamos com essa população em nível eclesial e social.

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