O que fazemos
Belo Horizonte/MG
Salvador/BA
Juazeiro/BA
Sto Amaro-São Paulo/SP
Centro Vocacional Oblata
Acompanhamento Vocacional
Depoimentos
Divulgação
Países
Sobre Padre Serra
Abertura do Bicentenário
No Brasil
Artigos
Pesquisas
VII Encontro -2009
VIII Encontro - 2010
IX Encontro - 2011
Tráfico de Pesssoas
Encontro da Rede
Unidades Oblatas
Capítulo Provincial
Seminário
Comunicação
Encontro da Rede Oblata
Projetos Mundo
Projetos Brasil
Diga NÃO à violência contra Mulher
Capacitação
Outros
Comunidades
Comemorações
Cirandas Parceiras
Projetos Oblatas
Compartilhai
Jornal da Rede Pastoral Oblata
Pastoral da Mulher de Belo Horizonte - MG
Pastoral da Mulher de Juazeiro - BA
Economia Solidária
Tráfico de Seres Humanos
Prostituição
Violência Contra a Mulher
Jornal da Rede
Comunidade
Celebrações
Cursos
Oficinas
Sensibilização
Igreja do Brasil
Cidadania
Direitos Humanos
Gênero
Projetos Pastorais
Cultura
Igualdade

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Padre Élio Estanislau fala sobre tráfico de seres humanos no aspecto da teologia

Contextualizando o tema a partir do ponto de vista teológico, o palestrante falou sobre o porque de depois de tantos anos o tráfico de pessoas continua a ser uma realidade e um desafio para a vida religiosa.

Por Rogéria Araújo

O tráfico de seres humanos é um problema que diz respeito à Igreja; é um problema eclesial e teológico. Esta foi uma das conclusões da apresentação feita nesta sexta-feira (14), pelo padre Élio Estanislau, durante o quinto encontro nacional da Rede Um Grito pela Vida, que acontece até amanhã, na cidade de Goiânia, em Goiás.

Numa roupagem teológica, padre Élio discorreu sobre como o tráfico de pessoas é tratado nas escrituras sagradas e trouxe o exemplo de José, o filho do patriarca Jacó, conhecido na Bíblia como José do Egito, como um dos pontos principais para a reflexão e atuação da vida religiosa frente ao problema.

Segundo o padre, José pode ser considerado um caso de tráfico de pessoas, numa referência clara de como as redes funcionam nos dias atuais. Quando menino, José foi abandonado pelos irmãos, levado para o Egito por comerciantes desconhecidos e vendido como mercadoria. Filho de uma família numerosa de doze filhos, os irmãos queriam matá-lo, mas decidiram por livrar-se do menino por ele "ser do mesmo sangue, da mesma carne". "Ou seja, é assim que trabalham as redes, a pessoa vai passando de um grupo a outro, é vendido", completou.

Contextualizando o tema a partir do ponto de vista teológico, o palestrante falou sobre o porque de depois de tantos anos o tráfico de pessoas continua a ser uma realidade e um desafio para a vida religiosa. "Há uma crise da civilização baseada nessas estruturas. Se por um lado vem uma elite mais rica, por outro há gente humanamente destruída. Quem sustenta essa máquina é o sistema. Quem aceita o dinheiro do tráfico? Até os grandes bancos são cúmplices.

Nesse sistema, onde as pessoas são transformadas em mercadorias, o pecado da idolatria é o que está por trás, é o que movimenta essa lógica desumana e injusta. Élio enfatizou que o pecado da idolatria é o pecado do capitalismo. Citando autores que já abordaram o assunto, ele afirmou porque há essa idolatria em volta do capital. "É como se o Capital fosse um Deus que todos conhecem. Todos podem tocar o dinheiro, podem cheirar, podem ver, provam". É um Deus que existe para todos os nossos sentidos. "Um Deus que ainda não encontrou ateus", citou.

Ética
Dentro do mesmo caso de José, o padre fez outra reflexão a partir da postura do irmão mais velho, Rubem, que -de acordo com as escrituras- decidiu não matar o irmão, colocando, assim, a questão do discernimento e questionamento diante do problema. "Voltando ao lugar onde o menino tinha sido abandonado, uma cisterna, Rubem não o encontrou e indagou: "O menino não está mais aqui. E eu? Para onde irei?"".

Nessas perguntas, acrescentou o padre Élio, está uma questão ética, quando diante de nós, nós reconhecemos o irmão. Trata-se de um posicionamento ético. Ele ainda fez várias menções das passagens da Bíblia onde aparecem manifestações éticas diante de questões humanas e justas com o próximo.

Ação
A Igreja também é ofendida e agredida quando o ser humano é agredido e ofendido. "Então, o tráfico de pessoas é um problema teológico, mas também é um problema eclesial, da Igreja. A Igreja recebeu de Jesus a missão de cuidar do ser humano. A ação pastoral do Tráfico de Pessoas não pode ser tratada como uma nota de pé de página", disse Élio, citando documento recente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O religioso, em vários momentos de sua apresentação, citou outros documentos importantes da Igreja que abordam a questão da escravidão. "Em 1462, o Papa Pio II havia denunciado as formas de escravidão como crimes enormes. Paulo III, em 1537, pediu que os bispos excomungassem todos os que realizassem a prática da escravidão", historiou.

Mas, são nas atitudes de Jesus que estão as principais condutas que devem mover os cristãos quando estão frente à questão do tráfico de seres humanos: a indignação e a ação.

"Jesus tinha uma atitude, ele tinha uma ação imediata diante de várias situações; Ele não deixava nada para fazer amanhã, simplesmente agia. E se ele agia, é porque ele se indignava", finalizou.

Fonte: Adital

Voltar 


novembro 2018
 DSTQQSS
S    123
S45678910
S11121314151617
S18192021222324
S252627282930 









 

Busca:
 

Na sua opinião, por que as mulheres estão curtindo sexo anal?

 
 

 


Home . Apresentação . Histórico . Mística . Missão . Cadastre-se . Localização . Links . Trabalhe Conosco . Contato
Copyright 2006 – Instituto das Irmãs Oblatas do SSmo Redentor - Todos os Direitos Reservados
fale conosco: info@oblatas.org.br Tel: 11 2673-9069